PARCEIRO DO MEIO AMBIENTE

PARCEIRO DO MEIO AMBIENTE
Parceiro do Meio Ambiente: uma homenagem da Prefeitura do Rio de Janeiro

domingo, 4 de outubro de 2009

POR UMA NOVA ORDEM MUNDIAL


Por uma nova ordem mundial
Sex, 02/Out/2009 01:21 Jaqueline Maced Artigos e Opiniões

Jaqueline Macedo é jornalista - http://seuconsumoseufuturo.blogspot.com/
O descontrole climático chegou a tal nível que os impactos da irresponsabilidade já são sentidos por todos os povos do planeta: derretimento das geleiras, elevação do nível dos oceanos, secas extremas, aumento da frequência e da intensidade dos tornados e furacões, alterações no regime de chuvas, perdas agrícolas, surgimento de novas doenças e a possível extinção de inúmeras espécies da fauna e da flora.Urge a necessidade imediata da incorporação do senso de urgência ao enfrentamento deste problema, o qual é, sem dúvida, o maior e mais desafiador de todos os tempos. E esta questão só poderá ser enfrentada com união de todos – governo, setor empresarial e sociedade civil. Exatamente por isso, a próxima Cúpula sobre o Clima que se realizará no mês de dezembro em Copenhague torna-se tão importante. É crucial a mobilização de cada um, visto que a nossa espécie encontra-se em risco de ser exaurida da Terra. Neste encontro, os grandes líderes discutirão o próximo tratado sobre o clima, já que o Protocolo de Quioto expira em 2012. Neste protocolo, que foi aprovado em 1997 e ratificado em 2005, os países desenvolvidos assinaram um acordo comprometendo-se a reduzirem suas emissões de gases de efeito estufa em 5,2% aos níveis de 1990 no período de 2008 a 2012. A 15ª Conferência das Partes (COP 15) em Copenhague terá que elaborar um tratado mais ambicioso, com metas maiores a serem alcançadas.Desta forma, os países do G8 (formado pelos sete países mais desenvolvidos do mundo, mais a Rússia), de fato os grandes responsáveis pelo aquecimento global, concordam em reduzir suas emissões em 80% até 2050, em relação aos níveis de 1990, desde que os países em desenvolvimento se comprometam a arcar com uma redução de 50% no mesmo período. No entanto, alguns destes últimos não concordam em serem obrigados a terem metas estabelecidas, e sim, ações voluntárias, já que se defendem, alegando que as mudanças climáticas não foram causadas por eles e que também possuem o direito de se desenvolver. Talvez somente concordem com o estabelecimento de metas vinculando-as à ajuda financeira dos países desenvolvidos. Contudo, o que acontece é que, nos próximos anos, os emergentes já estarão emitindo mais que os industrializados, embora estes continuem com taxas de emissão per capita maiores que as dos emergentes. Em parte, os países em desenvolvimento podem até ter razão, mas, por outro lado, é de suma importância perceber que o planeta é um só, nossa espécie é única e que os efeitos da poluição e das mudanças climáticas não enxergam fronteiras. O fato é que já passou a hora de discutir quem polui mais, quando o que está em jogo é a possibilidade de vida na Terra para as futuras gerações. Não há mais tempo! É preciso agir agora!Os líderes das nações tem um papel decisivo e histórico neste momento. Nosso país é de importância fundamental em Copenhague, já que somos o emergente detentor do maior potencial ambiental do planeta. E o maior investimento que a sociedade civil pode fazer agora é se organizar para pressionar os governos a agirem concretamente neste encontro, a fim de garantir que o acordo estabelecido em dezembro preveja medidas mais ousadas e efetivas para a redução de emissões.“Ninguém tem de esperar pelo outro para tomar um rumo iluminado em direção ao futuro”, já dizia o sábio Mahatma Gandhi. Nosso tempo de agir já está se esgotando! O resultado das discussões na COP 15 dependerá também do esforço da responsabilidade da sociedade civil a ser testada na escolha de nossas lideranças públicas e privadas para o enfrentamento desta crise ambiental e humanitária sem precedentes. Além de ser um imenso desafio, esta situação exige de todos nós cidadãos planetários, a construção de uma nova cidadania, na qual direitos e deveres precisam estar muito bem relacionados e articulados. Somos todos seres cósmicos, portanto devemos agir em cadeia, uns dependendo dos outros, em ajuda mútua, assim como a rede natural que rege o equilíbrio da natureza. Esta cidadania planetária reside no fato de que todos os indivíduos estejam cientes das responsabilidades de suas ações. Há de se fazer um enorme esforço no sentido de diminuir a ignorância do cidadão comum em relação às questões ambientais, tornando-se imprescindível ações criativas que permitam um maior engajamento de todos os atores sociais com a finalidade de enfrentar este momento crucial, transformando a cidadania em uma prática social, política e ecológica. Faz-se necessária uma nova ordem, uma mudança de paradigma. Cabe a nós promover valores alternativos de uma nova utopia, ampliando a luta para que os países adotem outro modelo de governança e desenvolvimento, onde novos valores éticos sejam estimulados. O ponto crucial está no fato de que, pela primeira vez, o resultado das ações inconsequentes dos habitantes deste planeta está ameaçando sua própria condição de sobrevivência. Acredito que esta difícil situação em que o homem se encontra, deve ser vista como uma oportunidade para repensarmos valores e práticas, além dos meios de produção e distribuição desigual das riquezas da forma como é exercida atualmente pelo mercado de capitais, gerando fome e miséria para grande parte da população. Os desafios são enormes, principalmente porque exigem algumas mudanças de hábitos e de atitudes muito enraizados na vida das pessoas. A primeira condição para que possamos conseguir vencer estes obstáculos, é tentar identificar verdadeiramente o problema e, posteriormente, verificar quais escolhas que cada um de nós pode realizar e como o conjunto destas escolhas individuais se interliga numa estratégia coletiva. Teremos que aprender a identificar todos estes conjuntos de relações, sua interdependência e a importância do nosso papel como cidadãos. A referência dos nossos filhos e netos dependerá do legado deixado pela atual geração de tomadores de decisão. Apesar de habitarmos um mundo onde a população ainda é separada por gigantescas diferenças em termos de riqueza e oportunidades, além das fronteiras, nossos destinos estão inegavelmente atrelados pela única coisa que todos nós sem distinção compartilhamos: o nosso ainda belo planeta azul.Fonte: Envolverde / SOMA Agência.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

MUTIRÃO DE RECUPERAÇÃO AMBIENTAL


Neste domingo, 06/09/09, tivemos o nosso tradicional mutirão de reflorestamento do Cerj.
Por causa da matéria que saiu no Globo Online, tivemos várias inscrições, o que foi muito legal. Com o tempo ruim, vários desistiram; mesmo assim, três dos inscritos compareceram.
Eu, Cláudio Martins(Três Picos), Milena Duchiade, Daniel Moyses e Mariana Borgerth construímos uma contenção e reforçamos outra, grande, na clareira onde plantamos a muda em homenagem ao Jair, utilizando as copas das árvores derrubadas pelo vento.
Ali, o vento forte que vem do mar(sudoeste?) encontra o paredão sul do Pão de Açúcar, forma redemoinhos, torce a copa da árvore e a joga no chão. Um fenômeno cruel, mas natural.
Reforçamos também o platô na base da via Lagartão, que vem sendo trabalhado há cinco anos e já está maior e mais consistente, com as quaresmeiras nativas já sombreando a base da via. Na platô também plantamos algumas mudas.
Na volta, ao olhar dentro de uma grota ao lado da trilha, junto a parede do Pão de Açúcar, nos deparamos com dois filhotes de urubus branquinhos(!!).
No mutirão de agosto, a mãe estava na trilha, junto à essa grota e chilreava(?) agressivamente prá nós. Achei estranho, pois os urubus sempre se afastam quando nos aproximamos. Esta defendia bravamente alguma coisa. Tivemos que contorná-la prá não aumentar seu estresse.
Agora está explicado o porquê.
Agradeço aos voluntários, que levaram muita disposição e fizeram um belo trabalho.
Até o próximo.
abraço.
Sávio

domingo, 26 de julho de 2009

CONVITE

Convido você a uma mudança cultural. O que pode ser feito para diminuir o impacto que você provoca no meio ambiente? Quanto de lixo é possível diminuir no seu dia a dia? É possível deixar o carro na garagem e sair a pé ou de bicicleta, melhorando inclusive seu condicionamento físico? É possível evitar escalar ou caminhar em uma área restrita? Não abrir novas trilhas ou novas vias por um desejo estatístico? Acima de tudo, é possível pra você, além de desfrutar das reservas florestais e das montanhas, berço das nascentes de água que nos abastecem, contribuir para que elas se perpetuem?
A caminhada pode estar apenas começando e você é seu próprio guia nessa excursão. Boa viagem.
(Parte do texto publicado no boletim do CERJ)

DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE(05/06/09)

Dia Mundial do Meio Ambiente


No dia 5 de junho comemoramos o dia do meio ambiente. Um dia reservado no calendário mundial para celebrarmos o ambiente em que vivemos. Uma oportunidade para questionarmos a forma como estamos nos relacionando com a nossa Casa maior: o Planeta.
Frequentemente o homem se depara com seus limites frente à natureza. Titânicos icebergs derrotam a tecnologia e a cada aeronave cuspida pela atmosfera nos perguntamos qual instrumento falhou ou qual procedimento de rotina deixou de ser cumprido. Esquecemos-nos da força que a natureza tem e de sua imprevisibilidade. Dos humores do planeta depende nossa sobrevivência em sua superfície e frente a algumas situações somos totalmente impotentes.
Mas podemos agir no que nos compete. Dessa decisão depende muita coisa, pois já somos alguns bilhões e não pararemos de crescer, a não ser que ocorra um fato extraordinário.
A equação do consumo não fecha, pois o planeta tem recursos naturais limitados e um contingente humano cada vez mais voraz por consumir. Como consequencia, espécies animais e vegetais são extintas numa velocidade crescente e assustadora e muitos recursos naturais estão se esgotando.
Em nossa insensatez, poluímos lagoas, rios, mares e o ar. Poluímos a nós mesmos. As cidades se desenvolvem cobrando um alto preço dos ambientes naturais.
Não precisa ser assim. Um olhar mais respeitoso pela natureza resultaria numa convivência mais harmônica e menos predatória para com o planeta.
O homem é capaz de criar ilhas artificiais, aterrando o mar em grandes transações imobiliárias e também é capaz de gerar ilhas flutuantes de lixo que vagam no oceano.

À nossa geração, como bandeirantes ao contrário, restou uma missão inusitada: deter o desenvolvimento a qualquer custo, poupar as florestas e os ecossistemas que restaram e educar para o consumo consciente. Milhares de bandeirantes atuando em seu círculo de influência, estimulando a criação de fontes alternativas de energia, de reciclagem em larga escala e ajudando a proteger o ambiente em que vivemos.
O frágil equilíbrio das condições climáticas na terra dependerá da forma com que nossa geração e as seguintes se relacionarão com o planeta. Disso dependerá a sobrevivência das futuras gerações.

Domingos Sávio Teixeira
Diretor de Ecologia - CERJ
(Texto publicado no boletim do CERJ-julho de 2009)

HISTÓRICO DOS MUTIRÕES NO PAREDÃO LAGARTINHO-FACE SUL DO PÃO DE AÇÚCAR


MUTIRÕES DE RECUPERAÇÃO AMBIENTAL NO PÃO DE AÇÚCAR


Em agosto de 2004, o CERJ deu um passo à frente na área ambiental adotando o Paredão Lagartinho (incluindo as bases das Chaminés Stop e Galotti), na face sul do Pão de Açúcar.
Nossos mutirões acontecem sempre no 1° domingo do mês, às 9:00 hs e o ponto de encontro é na Praça General Tibúrcio, em frente à Praia Vermelha.
Nesses quase cinco anos de trabalho, conseguimos reverter um quadro de degradação ambiental instalado ali. Por causa da péssima qualidade do solo, que também é muito raso, o progresso é lento, mas o resultado já é visível.
Numa outra frente, atuamos também na recuperação da trilha de acesso à Chaminé Stop, a partir da Pista Cláudio Coutinho. Construímos, ao longo da calha d’água (que às vezes coincide com a trilha), vários pequenos diques, com bons resultados na contenção da erosão provocada pelas fortes enxurradas que descem ali. Antes, todo esse material descia sem obstáculos, indo assorear a Pista Cláudio Coutinho, na entrada da trilha, com prejuízo para todo o ecossistema dentro da mata. Agora, já notamos pequenos platôs junto aos diques, confirmando sua utilidade.
Trabalho semelhante também está sendo feito na base da via Lagartão, ampliando lentamente a base da via, ajudando assim no desenvolvimento das espécies espontâneas que já estavam lá.
Importante também a construção dos degraus entre as bases das vias Lagartão e da Chaminé Stop em setembro de 2005, com madeira tratada cedida pela FEMERJ. Com isso, reduzimos muito o impacto nesse trecho muito íngreme da trilha, que a cada chuva ficava pior. Hoje, os degraus estão consolidados e necessitam de pouca manutenção.
Num mutirão memorável, em novembro de 2004, 23 montanhistas responderam ao chamado para o transporte de 320 mudas para o início do plantio no Paredão Lagartinho. Foi bonito ver aquela fila de montanhistas subindo a encosta, levando de volta o verde para aquela área tão degradada.
Nas duas áreas que recupero individualmente na face leste do Pão de Açúcar, quando solicito ajuda sempre sou atendido pelos cerjenses e montanhistas de outros clubes. Lá, foram feitos vários mutirões para transporte de mudas com a ajuda preciosa dos voluntários. No último, em dezembro de 2008, tivemos também a ajuda dos militares da Fortaleza de São João. Na face leste (Costão e Grotão), a recuperação já está bem mais adiantada, já que foi iniciada em maio de 2002 e o solo é muito melhor, na maioria da área.
Você está convidado (a) a participar dos nossos mutirões. O pouco que contribuímos faz diferença e minimiza o impacto que o grande numero de montanhistas tem provocado na área em que atuamos. O entorno do Pão de Açúcar é uma espécie de quintal dos montanhistas. É razoável que cuidemos, no mínimo, do nosso quintal. Façamos a nossa parte. O planeta merece.
Agradeço a todos os voluntários que cederam seu tempo e esforço todos esses anos, ao CERJ e à FEMERJ pelo apoio e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente pela doação das mudas.
Mais informações no blog: www.paodeacucarverde.blogspot.com

Domingos Sávio Teixeira
Diretor de Ecologia
saviorj@terra.com.br

(Texto publicado no boletim do CERJ-junho/2009)